Conheça o processo de testes e manutenção da urna eletrônica

As mais de 55 mil urnas do TRE-MG passam por vários ciclos de teste entre uma eleição e outra

Foto tirada de cima mostra bancadas com dezenas de urnas eletrônicas

Nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Justiça Eleitoral comemora o aniversário de 30 anos de um dos seus principais símbolos: a urna eletrônica. Para marcar a data, o TRE-MG mostra como é feito o trabalho de testes e manutenção das cerca de 55 mil urnas eletrônicas de Minas Gerais.

Todas as urnas ficam armazenadas em um galpão do TRE em Belo Horizonte, o Centro de Apoio. Entre uma eleição e outra, cada um dos 55 mil equipamentos passa pelo processo de testes quatro vezes. O último ciclo começou em março de 2025 e termina em julho de 2026.

Por dia, 600 urnas eletrônicas são testadas. Os funcionários limpam cuidadosamente cada urna, verificam o funcionamento do sistema operacional e de todos os componentes: bateria, teclas, vídeo, áudio, impressora, terminal do mesário. Ao final, um relatório mostra o resultado de todas as checagens. Se algum problema é identificado, a urna passa pela manutenção corretiva, feita no próprio Centro de Apoio. É importante ressaltar que, neste momento, as urnas não têm nenhum dado armazenado.

São 15 funcionários atuando diretamente no processo de testes das urnas eletrônicas. O servidor do TRE-MG Maximiliano Medeiros é o responsável pela coordenação do trabalho. Ele diz que é um “serviço puxado”, mas destaca que a equipe tem muito compromisso: “O pessoal é engajado e bastante atento. Qualquer detalhe ou dúvida eles nos chamam para resolvermos logo”.

Max aponta que a maior preocupação é executar o trabalho com qualidade, buscando garantir que as urnas, independentemente do lugar onde são usadas, estejam funcionando bem para que o eleitor exerça a sua cidadania. “Sempre lembrando que cada uma das 55 mil urnas tem o propósito de possibilitar ao cidadão exercer o seu direto de voto, de escolher um candidato e buscar um futuro melhor para o Brasil”, avalia.

1/ Galeria de imagens

Preparação para as eleições

O ciclo atual de testes e manutenção das urnas termina em julho, quando elas serão separadas e preparadas para serem enviadas às 304 zonas eleitorais de Minas Gerais. A distribuição das urnas acontecerá ao longo do mês de agosto.

Na segunda quinzena de setembro, em data a ser definida por cada zona eleitoral, as urnas passarão pelo processo de carga – quando receberão os dados de candidatos e dos eleitores de cada seção eleitoral. Depois, ainda passam por uma última conferência, para checar que está tudo funcionando perfeitamente. Só então estarão prontas para o primeiro turno das Eleições 2026.

História da urna

O primeiro Código Eleitoral, promulgado em 1932, já previa em seu artigo 57 o uso de “máquinas de votar”, a ser regulado oportunamente pelo TSE, assegurado o sigilo do voto. Mas a história da informatização das eleições teve início com a consolidação do cadastro único e automatizado de eleitores, que começou em 1985 e foi finalizado em 1986.

Durante alguns anos, diversos protótipos de urnas eletrônicas foram apresentados pelos TREs e por algumas empresas. De todos os modelos, porém, o protótipo apresentado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais foi o que mais se aproximou do ideal imaginado pela Comissão de Informatização das Eleições Municipais de 1996. Pode-se dizer que, a partir do equipamento oferecido pelo TRE mineiro, “nascia”, de fato, a urna eletrônica brasileira.

O protótipo, idealizado por Roberto Siqueira (foto abaixo), à época Diretor de Informática do TRE-MG, estabeleceu as características estéticas e funcionais de processamento do “coletor eletrônico de votos”: teclado numérico semelhante aos utilizados nos aparelhos de telefone e as teclas coloridas (branco, laranja e verde) indicando, respectivamente, as funções branco, corrige e confirma. A partir do modelo desenvolvido pelo TRE-MG, o TSE reuniu especialistas em informática para especificarem as características finais do equipamento.

No dia 13 de maio de 1996, há exatamente 30 anos, o TSE enviou as primeiras urnas eletrônicas aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), para que eles pudessem conhecer o equipamento que seria utilizado nas eleições municipais daquele ano.

Em 1996, mais de 32 milhões de brasileiros, um terço do eleitorado da época, votaram nas mais de 70 mil urnas eletrônicas produzidas para aquelas eleições. Participaram 57 cidades com mais de 200 mil eleitores, entre elas, 26 capitais. Em Minas Gerais, as eleições de 1996 foram realizadas com a urna eletrônica em Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora e Uberlândia.

Nas eleições gerais de 1998, as urnas eletrônicas foram usadas em todas as cidades brasileiras com mais de 40 mil eleitores. As eleições municipais de 2000 foram as primeiras 100% informatizadas.

Segurança

Desenvolvida pela Justiça Eleitoral, a urna eletrônica reduziu riscos de fraude e ampliou a segurança e a confiabilidade das eleições brasileiras, consolidando-se como símbolo do sistema democrático.

Desde a sua estreia nas eleições de 1996, a urna eletrônica passou, ao longo de sua trajetória, por constantes aprimoramentos, tanto em seus componentes de software quanto na modernização estética do equipamento (hardware). O processo de votação também foi aprimorado com a adoção de rigorosos procedimentos de auditoria.

Esses aperfeiçoamentos vêm seguindo a evolução tecnológica, sempre se destinando a fortalecer as barreiras de segurança e a entregar aos milhões de eleitores brasileiros um aparelho intuitivo e de fácil manejo no momento do voto.

Para saber mais sobre as características técnicas da urna eletrônica, as auditorias e todas as etapas do processo de votação, acesse o hotsite Urna eletrônica e segurança do processo eleitoral.

Conheça os modelos de urnas já usados nas eleições no Brasil.

 

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