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Amparo do Serra e Bonito de Minas têm nova prefeita e novo prefeito

Votação foi tranquila nas duas cidades

Foto mostra eleitores no corredor de uma escola, que está decorado com bandeirinhas coloridas.

As eleitoras e eleitores de Amparo do Serra (Zona da Mata) e Bonito de Minas (Norte) voltaram às urnas neste domingo (21), para escolher novos prefeitos e vice-prefeitos. Os novos dirigentes vão comandar as cidades até dezembro de 2028.

Em Amparo do Serra, foi eleita Aila Barbosa (Avante), vice Roberto Bellico Júnior (Republicanos), pela Coligação Unidos pelo Trabalho, Construindo um Futuro Melhor para Todos (Avante/Republicanos). Eles tiveram 1.948 votos, o que corresponde a 56,71% dos votos válidos. Túlio Cária (MDB), vice Marcelino Caetano da Silva (MDB), pela Coligação Amparo do Serra do Povo e para o Povo (MDB/Federação Renovação Solidária (PRD-Solidariedade), teve 1.487 votos (43,29%).

Compareceram às urnas 3.585 eleitoras e eleitores, de um total de 4.440, o que representa 80,74% do eleitorado apto a votar do município. O percentual de abstenção ficou em 19,26% (855 eleitores). Foram registrados 61 votos em branco (1,7% do total de votos) e 89 votos nulos (2,48%).

Confira o resultado oficial da eleição em Amparo do Serra.

Em Bonito de Minas, foram eleitos Miqueias Figueredo (Republicanos), vice Joelma de Magalhães (PDT), pela Coligação União e Experiência para Fazer a Diferença (PDT/Republicanos). Eles tiveram 3.658 votos, o que corresponde a 59,9% dos votos válidos. João Neto dos Santos (Podemos), vice Cristiana Araújo (União Brasil), pela Coligação A Força que Vem do Povo (Podemos/Federação União Progressista (União Brasil-PP), tiveram 2.449 votos (40,1%).

Compareceram às urnas 6.307 eleitoras e eleitores, de um total de 8.387, o que representa 75,2% do eleitorado apto a votar do município. O percentual de abstenção ficou em 24,8% (2.080 eleitores). Foram registrados 35 votos em branco (0,55% do total de votos) e 165 votos nulos (2,62%).

Confira o resultado oficial da eleição em Bonito de Minas.

Nas duas cidades, a eleição transcorreu em clima de tranquilidade, com a votação sendo encerrada às 17 horas. Não houve necessidade de substituir urnas eletrônicas nas 18 seções eleitorais de Amparo do Serra e nas 38 de Bonito de Minas.

Os desembargadores Carlos Henrique Perpétuo Braga e Sálvio Chaves, presidente e vice-presidente do TRE-MG, estiveram na sede do Tribunal durante o domingo, para monitorar o andamento das eleições suplementares.

Justificativa

As eleitoras e eleitores de Amparo do Serra e Bonito de Minas que não compareceram às urnas neste domingo têm até o dia 20 de agosto de 2026 - 60 dias após a eleição – para justificarem sua ausência. A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, no Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral de Minas Gerais.

Diplomação

A diplomação dos candidatos eleitos será marcada pelo Juízo Eleitoral da 268ª ZE (Amparo do Serra) e 148ª ZE (Bonito de Minas), devendo ocorrer até o dia 13 de julho de 2026.

Histórico

Em Amparo do Serra, o prefeito eleito em 2024, José Eduardo Barbosa Couto (PP), teve o seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior (TSE) – processo nº 0600281-67.2024.6.13.0268 – em razão da  inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, 1, da Lei Complementar nº 64, de 1990 (condenação em ação penal pela prática de crime contra a Administração Pública). 

José Eduardo chegou a tomar posse como prefeito, pois o seu registro havia sido deferido pelo TRE-MG em 04/11/2024, o que permitiu a contagem dos votos como válidos. Com a decisão do TSE em 20/02/2026, houve o indeferimento definitivo do registro, com a consequente anulação dos votos e o afastamento do cargo. Em razão disso, assumiu interinamente o Executivo municipal o presidente da Câmara de Vereadores. 

Em Bonito de Minas, o candidato a prefeito mais votado, Dílson Barbosa Santana, o Dílson da Senhorinha (União), teve o seu registro de candidatura indeferido – processo nº 0600190-46.2024.6.13.0148 - em razão da condenação, pela Justiça Eleitoral mineira, por abuso de poder político nas eleições municipais de 2020, configurando a inelegibilidade prevista no art. 1º, I, alínea “d”, da Lei Complementar nº 64, de 1990.

Dílson não foi diplomado nem tomou posse. Desde 1º de janeiro de 2025, o presidente da Câmara Municipal exerce a chefia do Executivo.

Outras eleições suplementares
Além de Amparo do Serra e de Bonito de Minas, outros três municípios já realizaram eleições suplementares: Guapé (06/07/25), São José da Varginha (03/08/25) e Martins Soares (07/12/25). Martins Soares é único em que o novo pleito ocorreu em virtude da cassação do prefeito. Os demais em razão do indeferimento do registro. 

 

 

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