Participação feminina nos espaços de poder foi tema de debate no TRE

Íntegra do evento pode ser assistida no YouTube

Foto de auditório lotado. Ao fundo, quatro mulheres sentadas em cadeiras sobre um palco.

Um auditório lotado – com maioria de mulheres - acompanhou nesta segunda-feira (12) o debate “Participação feminina nos espaços de poder”, realizado pelo TRE-MG, em Belo Horizonte. O evento foi transmitido ao vivo no canal do Tribunal no YouTube e contou com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

O debate foi conduzido pela jurista Patrícia Henriques (2ª da esquerda para a direita, na foto abaixo), integrante da Corte Eleitoral mineira. Participaram da discussão Salise Monteiro Sanchotene (com o microfone), que é desembargadora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); a desembargadora Mônica Sifuentes (à esquerda), presidente do Tribunal Regional Federal da 6ª Região; e a desembargadora Teresa Cristina da Cunha Peixoto (à direita), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Des. Mônica Sifuentes, Patrícia Henriques, des. Salise Sanchotene, des. Teresa Cristina

As quatro citaram dados das áreas e instituições em que atuam, mostrando que as mulheres ainda ocupam percentuais muito pequenos em espaços e funções de poder. Atualmente, por exemplo, as mulheres representam apenas 38% do quadro da magistratura de 1º grau no Brasil. Na 2ª instância dos tribunais e entre as vagas nos tribunais superiores, elas são apenas 25%.

A primeira a falar foi a desembargadora Salise Sanchotene. Ela iniciou a apresentação citando que a equidade de gênero tem sido um grande desafio no Poder Judiciário. E que os tribunais têm trabalhado tanto no âmbito interno, dando mais espaço para as mulheres em posições de chefia, por exemplo; quanto no âmbito externo, levando a questão de gênero em consideração em algumas decisões judiciais.  

Salise também destacou que o CNJ tem trabalhado com afinco na instituição de normas e estruturação de ações para aumentar a presença de mulheres no Poder Judiciário. Essas ações começaram a ser delineadas em 2018, quando o Conselho internalizou a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que estabelece 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. O Objetivo 5 – Igualdade de gênero visa eliminar todas as formas de discriminação contra a mulher até 2030.

De 2018 para cá, foram editadas 16 normas relacionadas ao tema, incluindo, por exemplo, a adequação da linguagem dos portais (sites) à flexão de gênero e a adoção do protocolo de julgamentos com a perspectiva de gênero, ou seja, considerando as dificuldades enfrentadas pelas mulheres e situações vividas especificamente por elas.

A desembargadora Mônica Sifuentes ponderou que uma maior presença de mulheres em funções e espaços de poder é delicada porque há tanto a resistência das pessoas de aceitarem as mulheres nesses espaços quanto das próprias mulheres de quererem ocupar esses espaços. Ela comentou que “Enquanto a mulher não começar a se fazer presente em pequenos espaços de poder, ela não vai conseguir chegar aos grandes espaços. A gente tem que começar no nosso dia a dia, fazer um movimento de nos fazer vistas, nos fazer importantes”, disse.

A desembargadora Teresa Cristina comentou também observar que as mulheres às vezes ficam acomodadas, sem coragem. E que “Precisamos estimular as mulheres, lembrar que somos fortes e que temos que defender um espaço que é nosso”.

Ela citou o fato de as mulheres, em geral, acumularem mais responsabilidades que os homens e enfrentarem mais desafios no mercado de trabalho. Mas enfatizou que “Nós não queremos ser amparadas pelas nossas vulnerabilidades. Nós não queremos ser discriminadas por causa delas. Queremos é ser tratadas igualitariamente”.

Teresa Cristina e a integrante da Corte Patrícia Henriques defenderam que as mulheres sejam, sim, tratadas com desigualdade. Mas uma discriminação positiva. Uma desigualdade a favor delas, para compensar tudo que já sofreram e para que elas cheguem a uma condição de igualdade com os homens. E, a partir daí, serem tratadas com igualdade.

No encerramento do debate, a conselheira do CNJ Salise Sanchotene enfatizou que, para incentivar as mulheres a buscarem suas posições em espaços de poder, é necessário investir em capacitação, em debates como esse, apresentar números, mostrar o que as mulheres enfrentam e o resultado do que as mulheres estão fazendo.

Acompanharam o debate o desembargador Maurício Soares, presidente do TRE-MG; o desembargador Paulo Tamburini, diretor-executivo da Escola Judiciária Eleitoral; os integrantes da Corte Eleitoral; a diretora-geral do TRE, Glória Araújo; e diversas representantes de vários órgãos públicos sediados em Belo Horizonte. Também estiveram no auditório servidoras e servidores do TRE, representantes da OAB e estudantes de Direito.

 

 

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