3° Turno de agosto reforça a confiabilidade do processo eleitoral

Foi realizada nessa quinta-feira (26), pelo canal do TRE no YouTube, a edição de agosto do projeto 3° Turno, uma iniciativa da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MG). O tema "Transparência e Auditabilidade do Sistema Eletrônico de Votação" foi debatido pela doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com Pós-doutorado pela University of Oxford, Magna Inácio; e pelo mestre em Ciência da Computação pela Universidade de Brasília e chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE,  Rodrigo Carneiro Munhoz Coimbra. O evento foi mediado pela assistente do Núcleo de Apoio à Coordenação da EJE-MG, Valéria Aparecida de Souza Machado e contou com participação da juíza Lívia Borba, diretora-executiva da EJE-MG.

  

Em sua fala, Rodrigo Coimbra explicou que várias etapas do processo eleitoral são feitas de forma pública, desde a preparação das urnas nos cartórios eleitorais até o dia da eleição, com  a impressão da zerésima e do boletim de urna. “Nas eleições, em pequenos municípios, os próprios partidos se organizam e conseguem, por meio do boletim de urna, saber o resultado até mesmo antes da divulgação pelo TSE.”

 

O programador e chefe da Seção de Voto Informatizado no TSE também explicou que o sistema de auditoria da urna tem várias etapas, tanto internas quanto externas. "Por exemplo, o sistema da eleição pode ser fiscalizado por 12 meses dentro do TSE por várias entidades como partidos políticos, OAB, até mesmo o exército. Existe também o teste público de segurança, que durante uma semana qualquer cidadão pode ir ao TSE e efetivamente tentar quebrar as barreiras de segurança do sistema”.

 

Polarização política

 

Já a cientista política Magna Inácio afirmou que o debate sobre método de votação impresso ou eletrônico impacta a confiança ou a desconfiança do eleitor no processo eleitoral, e que alguns grupos têm usado estratégias de desinformação, fakenews, para induzir a polarização política.

 

Conforme  Magna,  é necessário avaliar se uma crítica é construtiva ou se são movimentos que ampliam a desconfiança e não agregam contribuição para melhoria do processo, e, principalmente, como devemos lidar com essa situação.  A convidada também ressaltou que “pesquisas mostram que a maioria dos eleitores é a favor da manutenção do sistema” e que “ a Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais respeitadas no mundo”.  Finalizou o debate dizendo que “a transparência e auditabilidade da urna é uma responsabilidade de toda a sociedade, não só da Justiça Eleitoral”.

 

O evento está disponível na plataforma da EJE-MG até o dia 23 de setembro e vale para fins de Adicional de Qualificação.