TRE-MG leva atendimento eleitoral a aldeia Xakriabá

Mais de 200 indígenas puderam cadastrar a biometria e tirar o título de eleitor

Foto de escola indígena na Aldeia Tenda. Várias pessoas estão em fila na varanda da escola.

Nos dias 21 e 22 de fevereiro, a equipe da 166ª Zona Eleitoral promoveu um atendimento na Aldeia Tenda, da etnia Xakriabá, em São João das Missões (Norte de Minas). O atendimento foi organizado a partir de um pedido do cacique Agenor, principal líder da comunidade.

Ao longo dos dois dias, 230 indígenas foram atendidos – 210 fizeram o cadastramento biométrico, dez tiraram o título de eleitor e cinco fizeram a transferência do documento. No dia 22, eles também puderam fazer um treinamento de votação na urna eletrônica.

Servidores Graceane, Bruno e Cleiton atendem eleitores indígenas

O trabalho no dia 22 foi acompanhado pelo desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, vice-presidente e corregedor do TRE-MG; pela secretária da Corregedoria, Lara Ferreira; pela coordenadora de Inspeção das Zonas Eleitorais, Giselle Soares; e pela servidora da Escola Judiciária Eleitoral Daniele de Almeida Silva. Eles conduziram uma roda de conversa com lideranças da comunidade Xakriabá, professores da escola indígena e vereadores de São João das Missões. Também participaram o juiz André Chaves Reis e o chefe de cartório Bruno Mattos, da 166ª ZE.

Foto mostra várias pessoas sentadas em formato de círculo, dentro de uma sala de aula.

O objetivo da roda de conversa era apresentar ao povo Xakriabá o projeto Cidadania Indígena, que busca assegurar aos povos indígenas de Minas Gerais o pleno exercício da cidadania política, por meio da inclusão e da participação efetiva no processo eleitoral. O encontro também procurou esclarecer dúvidas sobre a biometria, o título de eleitor e o processo de votação, além de ouvir as demandas da comunidade.

Acesso à Justiça Eleitoral

O cacique Agenor (foto abaixo) solicitou a realização de atendimento na Aldeia Tenda porque os indígenas têm dificuldade de ir à sede da 166ª ZE, em Manga. Ele afirmou que “A vinda do cartório foi muito bacana, a comunidade se sentiu atendida. Então, a gente agradece muito”. E disse acreditar que, com a biometria cadastrada e o título em dia, a participação da comunidade Xakriabá nas eleições vai ser mais efetiva, porque poderá cobrar “aquilo que a gente precisa que seja feito na comunidade”.

Cacique Agenor observa o atendimento aos indígenas

Já a dona de casa Érica Lacerda (à esquerda, na foto abaixo) destacou a importância de os indígenas poderem fazer o treinamento na urna eletrônica: “foi interessante, principalmente no voto para senador, porque este ano são dois, né? Aí, eu chamei mais colegas para poder mostrar, porque elas estavam com dificuldade”.

Foto mostra três mulheres junto a uma urna eletrônica.

Ramone Almeida, que é professora da escola indígena, disse que a ação demonstra um olhar sensível para as comunidades, “respeitando as especificidades e conhecendo a realidade local dos povos indígenas”. Ela também elogiou a abertura para a roda de conversa: “Foi muitíssimo importante essa troca de ideias, o diálogo, e esse momento de estarem aqui fazendo o que vocês puderam, de trazer tanto informações quanto serviços à comunidade”.

Avaliação

Para Bruno Mattos (foto abaixo), chefe de cartório da 166ª Zona Eleitoral, cada atendimento realizado representou não apenas um procedimento formal, mas a concretização do direito à cidadania. Bruno afirmou que “Foi uma experiência profundamente marcante para nós, servidores da 166ª ZE. Mais do que cumprir uma atribuição institucional, tivemos a sensação de estar efetivamente aproximando a Justiça Eleitoral de cidadãos que, muitas vezes, enfrentam barreiras geográficas e sociais para exercer plenamente seus direitos. Estar nas aldeias, ouvir cada história, perceber o interesse e o respeito com que fomos recebidos reforçou em nós o verdadeiro sentido do serviço público: servir com presença, sensibilidade e compromisso”.

Servidor Bruno Mattos colhe as digitais de uma eleitora

O juiz André Reis (à esquerda, na foto abaixo) completou que “A vinda do cartório para cá favorece muito quem necessita, de verdade, do nosso apoio. E isso é uma valorização da democracia e da cidadania para toda a população”.

O vice-presidente e corregedor do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga (à direita, na foto abaixo), também destacou a importância desse tipo de atendimento para a cidadania: “Estamos numa comunidade indígena ouvindo, interagindo, buscando soluções que atendam efetivamente às suas carências, às suas necessidades. Algo que, distante, na capital, não conseguiríamos fazer. Isso fortalece o processo democrático e confere ainda mais legitimidade aos eleitos, porque nós estamos conferindo condições de votar e de ser votado a uma comunidade importantíssima não só para a história do Brasil, mas acima de tudo para o momento atual".

Juiz André Reis, Cacique Agenor, Lara Ferreira e desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga
Juiz André Reis, Cacique Agenor, Lara Ferreira e desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga

Comunidades indígenas

O projeto Cidadania Indígena fez um levantamento, em 2023, que apontou a existência de 13 etnias indígenas em Minas Gerais. São mais de 14 mil indígenas vivendo em aldeias distribuídas por 21 municípios.

A maior comunidade é a Xakriabá, em São João das Missões – cerca de 10 mil indígenas em 37 aldeias. A 166ª ZE tem procurado fazer atendimentos nessas comunidades, para minimizar a dificuldade de deslocamento até o cartório eleitoral.

Outro exemplo de atendimento aos povos indígenas é a parametrização de eleições para treinamento dos indígenas Maxakali, em aldeias nos municípios de Bertópolis, Santa Helena de Minas, Ladainha e Teófilo Otoni. Como poucos falam português, o sistema de treinamento foi adaptado, usando a língua Maxakali e desenhos feitos pelos próprios indígenas para representar os candidatos fictícios. Entre setembro e outubro, foram realizadas novas rodadas de treinamento nas aldeias. E outras serão organizadas ainda antes das Eleições 2026, que acontecem no dia 4 de outubro.

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