Tribunal homenageia juiz Paulo Tamburini

O ex-diretor da Escola Judiciária Eleitoral recebeu a Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira

TRE-MG entrega de medalha ao dr. Paulo Tamburini. Foto: Cláudia Ramos / CCS /TRE-MG

Em sessão solene na Corte Eleitoral nesta segunda-feira (18), o juiz Paulo de Tarso Tamburini Souza, atualmente auxiliar da Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), foi homenageado com a outorga da Medalha do Mérito Acadêmico Eleitoral Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira – patrono da Escola Judiciária do TRE-MG (Ejemg), da qual Tamburini foi o primeiro diretor-executivo, entre 2005 e 2008. 

O atual diretor-executivo da Ejemg, juiz Luis Fernando Benfatti, proferiu o discurso de saudação ao colega Paulo Tamburini. “A atuação de V. Exa. junto à Escola Judiciária Eleitoral de Minas Gerais foi responsável por plantar os alicerces dessa importante atividade do TRE, que completa treze anos neste dezembro, tendo se tornado um orgulho para a Justiça Eleitoral mineira”, disse. 

O presidente do TRE, desembargador Edgard Penna Amorim, destacou a capacidade intelectual e de gestão do homenageado. “Um dos grandes desafios do magistrado moderno é preparar-se para gestão da máquina judicial, e isso está na história do homenageado”, ressaltou. 

Também saudaram o juiz Paulo Tamburini o desembargador Pedro Bernardes, vice-presidente e corregedor do TRE, os demais magistrados da Corte Eleitoral, o procurador regional eleitoral, Ângelo Giardini de Oliveira e o presidente da comissão de direito eleitoral da OAB/MG, Wederson Advincula. 

Em seu discurso, o juiz Paulo Tamburini agradeceu à família, aos magistrados e amigos presentes e aos desembargadores Edgard Penna Amorim e Pedro Bernardes. O homenageado ressaltou o papel fundamental das escolas judiciárias na preparação dos juízes. Tamburini relembrou os seus passos como magistrado e o quanto a sua experiência mostrou a necessidade das escolas. Para ele, “a magistratura e os juízes brasileiros são maiores que uma sala e um processo” e, por isso, deve-se ir além da decisão e pensar na extensão do papel constitucional do juiz. 

Além dos integrantes da Corte e dos que discursaram, estiveram presentes ao evento o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Geraldo Augusto, o desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, representando o presidente do TJMG, o corregedor geral de Justiça do TJMG, André Leite Praça, o senador Antônio Augusto Anastásia, o presidente da Associação dos Magistrados de Minas Gerais (Amagis), desembargador Maurício Torres e o presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais, juiz Magib Nauef Láuar. Além disso, ex-presidentes do TRE e ex-diretores da Escola Judiciária Eleitoral, desembargadores e diversas autoridades participaram da solenidade.

 

Trajetória

Mineiro de Alfenas, Paulo de Tarso Tamburini Souza é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com doutoradoem Direito Internacionalpela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi um dos enviados da Organização das Nações Unidas (ONU) e também do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para colaborar em forças-tarefa nas eleições de dezenas de países pelo mundo – dentre eles Congo, Ruanda, Moçambique, Palestina, Burundi, México, Uganda, Guiné-Bissau, Zâmbia. 

Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, foi também professor de Direito Internacional na Universidade de Alfenas e diretor executivo da Escola Judiciária Eleitoral do TRE-MG. Foi juiz auxiliar da Presidência do TSE, da Corregedoria Nacional de Justiça e do Conselho Nacional de Justiça, sendo um dos responsáveis pelos mutirões carcerários realizados pelo CNJ. Foi também secretário-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados – Enfam. 

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